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Presença maior no mercado externo - 20/05/2013
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20/05/2013

Presença maior no mercado externo - 20/05/2013

 

Com 112 redes brasileiras atuando lá fora, há um interesse crescente em avançar no exterior.

 

As mulheres que moram nos países do Oriente Médio, como o Líbano, adoram sapatos com aplicações de pedrarias. Diferente das europeias, que dão preferência a modelos mais sóbrios, com cores lisas. Já as americanas, assim como as brasileiras, não dispensam um bom salto alto. Com o mapa das preferências das consumidoras na mão, o empresário Mario Spaniol, fundador da marca de calçados Carmen Steffens, de Franca (SP), planeja cada passo do seu plano de expansão internacional, com lojas franqueadas, que começou há 12 anos.

Com 258 lojas, sendo 34 fora do Brasil, distribuídas por 17 países, a Carmen Steffens é uma das marcas brasileiras com maior presença  no exterior, segundo a pesquisa Aspectos Mercadológicos e Estratégicos da internacionalização das franquias Brasileiras, realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) a pedido da associação Brasileira de franchising (ABF). Os dados mostram que o apetite das franquias brasileiras pelo mercado externo quase dobrou nos últimos três anos: hoje 112 redes brasileiras atuam no exterior, em 53 países. Em 2010, quando o primeiro levantamento do gênero foi feito, eram 65 empresas. O estudo Mostra que o Brasil é o quarto pais do mundo em números de marcas de franquias, com 2.031. Está atrás apenas da China, Estados Unidos e  Coreia do Sul.

Portugal, Estados Unidos, países da America latina e, mais recentemente, Angola tem sido os destinos preferidos. “Países com o mesmo idioma, como Portugal e Angola, são os preferidos pelas marcas de franquias brasileiras, bem como os países de  maior proximidade cultural e geográfica, como Argentina, Paraguai e México”, diz Thelma Rocha, coordenadora do programa de mestrado em gestão internacional da ESPM e uma das autoras do estudo. Segunda ela, outro pais que recebe grande numero de franquias brasileiras são os Estados Unidos – 29 marcas brasileiras fincaram sua suas bandeiras em solo americano.

A empreitada de Spaniol, da Carmen Steffens,  ilustra a trajetória das franquias brasileiras no exterior. A primeira loja da grife fora do país foi em Assunção, no Paraguai.  Depois foi aberta uma unidade em Portugal. Há sete anos a empresa abriu a primeira loja nos Estados Unidos, em Los Angeles. Depois vieram franquias na Espanha, Argentina, África do Sul, Líbano, França, Austrália, Japão, e Moçambique. O plano de expansão é arrojado: até 2015, a grife quer chegar a  50 lojas no exterior. Para 2013, o plano é abrir novas lojas na França, e na Espanha. Em 2014 o alvo será a Ásia: a marca pretende abrir franquias em Hong Kong, na China e em Cingapura. Até 2015, o plano é abrir dez novas lojas nos Estados Unidos. Também estão adiantadas as conversas para que a marca ganhe espaços em países como Tunísia, Jordânia  e nos Emirados Árabes.
Na área da tecnologia da informação, as franquias brasileiras têm mostrado vigor e vontade de crescer. Um exemplo é a Totvs, que produz softwares de gestão e soluções para empresas. O modelo de franquias foi adotado pela empresa no Brasil em 1992 e, cinco anos mais tarde, veio a primeira franquia no exterior, em Buenos Aires, Argentina. Hoje, são 22 franquias, além de quatro filiais, na Argentina, México e Colômbia, que geram negócios para toda América Latina. “Algumas unidades estão tão bem estabelecidas que passaram do ponto de startups. Agora, estamos no meio de um processo de expansão focado na América Latina, especialmente no Cone Sul”, diz Flávio Balestrin, diretor de gestão comercial e canais da Totvs. Segundo ele, o plano é fechar 2013 com oito novas franquias na América Latina.
Dar ênfase no pós-venda ao cliente e nos serviços de manutenção é o que faz a diferença quando uma empresa no ramo de tecnologia se aventura no exterior, diz Balestrin. Além disso, é preciso estudar o mercado e buscar entender a cultura de negócios local. “No caso da América Latina, existem mais similaridade do que diferenças no modo de se conduzirem os negócios. Mas é preciso ter cabeça aberta para perceber nuances de comportamento.”

Foi o desejo de expandir para o exterior, mesmo com os negócios no Brasil indo de vento em poupa, que fez a  SuperSAN, empresa de serviços de higienização de ambientes, buscar parcerias para abertura da primeira unidade fora do Brasil. A empresa inaugura, dentro de um mês,  sua franquia em Angola, pais que concentra 17 marcas de franquias brasileiras, como Fisk, O Boticário, Bob’s e Mundo verde. Especializada no controle  microbiológico de ambientes e na limpeza de dutos de ar-condicionado, a SuperSAN conta com 63 unidade no Brasil – destas, 60 são franquias – e atua na higienização de escritórios, hotéis, cinemas, lojas de varejo e plataformas de petróleo. A estratégia será entender os mesmos segmentos  em Angola, em sinergia com um parceiro local, a Comercy GS, partindo de uma base em Luanda, capital do pais.

“Vínhamos estudando a possibilidade de expandir para fora do Brasil, e encontramos o momento e o parceiro ideais”, diz Daniel Gamez, diretor de Marketing e expansão da SuperSAN.  A franquia da empresa em Luanda deve começar com uma estrutura pequena – serão cinco funcionários – mas a ideia é atuar em todo território angolano. “Assim como Brasil, Angola é um país quente, os ambientes fazem uso constante de ar condicionado e há muitos prédios antigos, com mais de 50 anos. É um mercado promissor para os serviços de controle de microrganismos.”  A expectativa com a entrada em um novo mercado é grande:  A SuperSAN espera fechar o ano com um crescimento de 20% em sua rede de franquias  e um faturamento da ordem de R$7,6 milhões.

 

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